Quando se escolhe o aquecimento para uma casa, o conforto conta muito. Mas há uma pergunta que surge quase sempre antes da decisão: quanto vai pesar na fatura da eletricidade?
No piso radiante elétrico, a resposta depende da potência instalada, do tempo efetivo de funcionamento e do preço da energia. Para perceber o que isso representa em euros, podemos começar por um exemplo simples.
Como calcular o consumo
O consumo de eletricidade calcula-se multiplicando a potência, em quilowatts, pelo tempo de funcionamento:
Potência em kW × horas de consumo = energia consumida em kWh
Depois, basta multiplicar a energia consumida pelo preço do kWh do seu contrato.
Imagine uma instalação de piso radiante elétrico com uma potência total de 2.000 W, equivalente a 2 kW. Se consumir continuamente à potência máxima durante três horas, utiliza:
2 kW × 3 horas = 6 kWh
Considerando um preço de eletricidade de 0,20 €/kWh, o custo da energia será de 1,20 € nesse dia. Repetindo exatamente esta utilização durante 30 dias, o valor será de 36 €.
Este é um exemplo ilustrativo para a potência indicada. Não corresponde a uma estimativa para uma casa inteira nem inclui os encargos fixos da fatura.
Estar ligado durante três horas significa consumir durante três horas?
Não necessariamente. O termóstato controla o funcionamento do sistema de acordo com a temperatura definida.
Durante o aquecimento inicial, o sistema pode funcionar de forma contínua. Quando atinge a temperatura pretendida, o termóstato interrompe o aquecimento e volta a ativá-lo quando necessário.
Por isso, três horas de programação podem corresponder a menos de três horas de consumo à potência máxima. Essa diferença depende das perdas de calor da divisão e das condições de utilização. Não existe uma percentagem de redução que se aplique a todas as casas.
O que faz variar o consumo?
O isolamento da casa influencia a quantidade de calor que se perde para o exterior. Uma divisão que perde calor rapidamente precisa de mais energia para manter a temperatura.
A temperatura escolhida também conta. Quanto maior for a diferença entre a temperatura interior pretendida e a temperatura exterior, maiores tendem a ser as necessidades de aquecimento.
O pavimento e a instalação influenciam a passagem do calor e o tempo de resposta. O revestimento, o isolamento sob o sistema e a espessura das camadas devem ser considerados no projeto.
Os horários de utilização determinam durante quanto tempo é necessário fornecer calor. Aquecer uma casa durante todo o dia é diferente de aquecer algumas divisões em horários específicos.
Como gerir o aquecimento no dia a dia
O controlo por divisão permite adaptar o funcionamento à rotina da casa. Pode programar a casa de banho para a manhã e a sala para o final do dia, ajustando os horários à resposta do sistema.
Vale a pena observar quanto tempo cada espaço demora a atingir uma temperatura confortável. Esse conhecimento ajuda a programar o arranque sem antecipações desnecessárias.
Se tiver painéis fotovoltaicos, parte da eletricidade produzida pode alimentar o aquecimento. A redução da energia comprada à rede depende da coincidência entre a produção solar e o consumo.
Quanto poderá consumir na sua casa?
Para obter uma estimativa útil, é preciso conhecer a área a aquecer, a potência prevista, o isolamento e os horários de utilização. Só depois faz sentido falar em custos.
Está a construir ou a renovar o pavimento? Fale com a Tecnisis para avaliar a instalação de piso radiante elétrico na sua casa.